sexta-feira, 10 de abril de 2009

Valeu. Foi bom. Adeus.


E foi assim que ele me disse: confie mais em você, profissional competente, comprometida, talentosa, bem relacionada. Você precisa se vender mais, falar mais de você, se colocar...

Dentre outros ensinamentos que se estendem para minha vida pessoal.

É tão bom quando a gente conhece pessoas que acrescentam na nossa vida, tão gratificante. O único problema é ter que se despedir delas, é doloroso demais.
E lá se vai mais um amigo, um chefe que virou amigo. Assim meu coração não aguenta. Apesar de meus vinte e seis anos, ando tão cansada de situações como esta. Deve ser porque eu faria o mesmo se tivesse no lugar dele, e entendo seus motivos. Como diz meu querido amigo Ian: pra quê ficar agarrado na vala? Pra quê?

A vida deveria ser mais simples, muito mais prática. Vamos fazer uso do “valeu, foi bom, adeus” mais vezes, sabendo a hora de dar tchau, saindo antes do final da festa, antes de descer do salto, antes do desgaste... antes da casa cair, antes da gente cair.

E no meio do feriado, eu ando pensando na segunda-feira, como acordar motivada pra enfrentar mais uma semana de trabalho? Peço forças para Deus, rezo para meu santo favorito, converso comigo mesma, mas não encontro respostas, e nem motivos. Como sempre digo, to ficando velha e exigente demais. Mas vou achar esta alegria, eu sempre acho.

Uma vez eu escutei a seguinte frase “você se conforma com pouco”. Hoje sou completamente avessa ao pouco, ao morno, detesto meio termo e gente meio feliz. Gente que se agarra na vala, com medo da mudança, da novidade. Pode crer, conheço gente que está no mesmo emprego há anos, com medo de ir pra um lugar pior, ou ficar desempregada. Se essas pessoas soubessem como é bom um lugar novo, com pessoas e aprendizados novos. Não ficariam tanto tempo alimentando infelicidade. Conheço também, gente que namora sem gostar, por costume, por medo ou insegurança de terminar.

Será que as pessoas - como eu - são mais evoluídas, porque chutam o balde com mais frequência? Será que o sujeito que fica com a namorada sem graça, sem sal e sem açúcar, prefere buscar nas outras a alegria de viver, e com ela a segurança de um relacionamento estável? A vida é curta demais para despendermos nosso precioso tempo com pessoas e situações mornas.

Eu quero sempre mais, e vou continuar querendo. Vou exigir o melhor, porque dou o meu melhor em tudo que faço. Não me conformo mais com o pouco, nem com o morno, me tornei cara demais pra isso. Só saio de casa se compensar a minha imagem na rua, pois elegância e mel, a gente não pode desperdiçar. Mas se você prefere continuar com seu emprego, sua mulher e sua vida mais ou menos... vai continuar recebendo mais do mesmo, e imaginando daqui há dez anos, como seria aquele emprego que não aconteceu, aquela garota que você não conheceu...

Boa páscoa, bom feriado.

Frase: “O caminho mais fácil, nem sempre é melhor que o da dor”.

Imagem: Mar da Ligúria - Itália

quinta-feira, 19 de março de 2009

My List

Essa música Brandon fez pra esposa, por ela se queixar da rotina de viagens dele, passar pouco tempo em casa etc. A resposta foi dada, muito bem dada. Rs. Quem resistiria?
Desde que escutei pela primeira vez, fiquei a-p-a-i-x-o-n-a-d-a. Além do rock classe A do The Killers, ainda tem a letra sensacional. Vale a pena baixar, pra quem não conhece a banda, fica a dica.

My List
The killers
Composição: Brandon Flowers

Let me wrap myself around you
Let you show me how I see
And when you come back in from nowhere,
do you ever think of me?

When your heart is not able,
let me show you how much I care
I need those eyes to tide me over
I'll take your picture when I go
Gives me strength and gives me patience,
but I'll never let you know
I got nothing on you baby,
but I always said I'd try
Let me show you how much I care.

But sometimes it gets hard and don't she know

Don't give the ghost up,
just clench your fist.
You should have known by now you were on my list.
Don't give the ghost up,
just clench your fist
You should have known by now you were on my list
Don't give the ghost up,
just clench your fist.
You should have known by now you were wrong . . .

When your heart is not able
and your prayers,
they're not fables.
Let me show you, let me show you,
let me show you how much I care

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Jeitinhos


Jeitinho Brasileiro. Nossa, como essas palavras me causam irritação. Daquelas que fazem arrepiar a espinha. Odeio esse tal “jeitinho brasileiro”, não suporto que generalizem as atitudes do povo brasileiro com essa suposta "esperteza" que não agrega valor nenhum pra mim. Não dou jeitinho pra nada que não tenha jeito. Odeio escutar essas duas palavras. Tô ficando cada dia pior, cada vez mais intolerante, mais ranzinza e chata. Mês que vem completo 76(26) anos. Não tenho mais idade de aturar essa gente chata, que não cumpre acordos, que não paga o que deve, que dá calote na cara dura. Que estaciona em vaga de idoso, que te dá uma fechada no trânsito pra chegar meio segundo na sua frente, que escreve errado e não faz questão de aprender o certo. Que presta mais atenção na vida alheia do que na própria vida. Que tá preocupada em saber quanto eu ganho, mas pouco se importa com a minha saúde.

É engraçado como uma pessoa esclarecida, que sabe o que quer, adora devorar livros, que não se deixa contaminar por modismos televisivos, que tem argumento pra tudo, não aprendeu ainda a conviver com esse tipo de gente. Por essas e outras que eu sempre digo, não pertenço a este mundo. Não tenho a idade que deveria ter, nem a paciência. Aliás, só queria um pouco mais de paciência. Mas minha mente se irrita com esse povo dia e noite, dá uma aflição. Não tenho nem respeito, não as classifico como gente, por Deus... não me orgulho de dizer isso, mas é o que sinto.

Quero um dia voltar a acreditar nas pessoas, na sinceridade delas. Salvo exceções. Quero que os acordos de boca, sejam os mais valiosos e respeitados. Quero pessoas diretas e sinceras no meu caminho, que digam a verdade sempre. Que saibam diferenciar sacadas e ironias, que não expliquem piadas, que aceitem brincadeiras...

E esse é mais um desabafo, tem gente que vai se identificar, ou identificar pessoas que implicitamente estão presentes.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Inspirações


First of all. Cadê minhas inspirações? Ando sem, é verdade. Ao mesmo tempo que acordo com a intenção de escrever sobre determinado tema, ou pessoa, daí tento, mas não consigo passar do primeiro parágrafo, então resolvi escrever este texto sobre diversos assuntos.

Devo admitir que estou feliz. Assim, sem motivos, e escrevo melhor quando estou triste. Não que eu seja uma pessoa triste, no sentido de baixo-astral, mas não posso negar que a melancolia me atrai, em suas diferentes formas, me define. Sou mais eu quando estou ranzinza e chata. Fico mais inspirada, mais culta, curto mais minha própria companhia. Leio vários livros, saio só e fico mais independente também.

Enfim, enquanto as inspirações não chegam, vou falar de um cara que conheci. Pessoa maravilhosa, lindo, talentoso, inteligente. O tipo ideal de homem (pra mim). O único que me deixou saudades, desejos e vontades, sem eu nunca ter tocado. O dono dos meus mais quentes sonhos. O cara que me dispensou sem ser grosseiro ou rude. Sem se achar, sem precisar falar. Que me ensinou sobre gentileza, sem se dar conta. Me alegrou, me fez sorrir e “cuidou” de mim. Recado1: Lindo, saudade de nossas conversas, e de você também. Poucas pessoas vão entender esse parágrafo sobre você, mas não me importa. Se eu me importasse não seria eu, não teria minha essência, nem minha verdade.

Descobri, com quase um ano de convivência, outra pessoa ma-ra-vi-lho-sa. Este é do meu trabalho, mas só agora pude notar o quanto a gente é parecido. Não foi preciso muito, apenas um pouco de orgulho, de ambas as partes, deixado de lado. Algumas verdades ditas, outras apenas entendidas. Bom papo, boas risadas, e pronto! A coisa fluiu. Recado2: Vini, você é massa, velho! Estou extremamente feliz de perceber em você alguém que me identifico.

Ahhh... tô ficando com sono, são 3h da manhã...

Quero deixar claro que não uso este blog como um diário virtual, mas também não sou uma criadora de estórias cem por cento inventadas, quando escrevo sobre verdades, eu aviso. Logo, para todos que me perguntam sobre o texto abaixo: Sim, é verdade! O Mané sumiu, mas não tô ligando não, gente! Pelamordedeus. Minha auto-estima tá no topo, não quero nem escrever para não soar como arrogância, rs.

Beijão para todos que lêem meu blog, me orgulho tanto, tanto. Guardo cada comentário de vocês. Adooooro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sem Pedir Licença


Ta aí uma coisa que não dá para entender. Como é que alguém entra na sua vida assim, sem pedir licença, sem nem avisar? Pede teu telefone num bar, te liga, mas você, cansada desse tipo – fácil - de garoto, resolve não atender e ainda se perguntar “meu deus, mas pra que eu fui dar meu numero certo? O que a vodka não faz?”. Depois de mais dois, ou três dias, o menino, insistente, volta a te ligar e você pensa “vou atender, quero saber qual é o papo desse Mané”.

O Mané te convida para jantar, tomar um drink, vai te pegar em casa, mostra-se cavalheiro, gentil e preocupado. Alguns dias depois, alguma intimidade a mais, o Mané acha que é seu dono, programa seu final de semana, a sua semana inteira, te chama pro cinema, pro bar, pro caralho a quatro e você vai, claro. A essa altura, já está muito interessada no Mané. Já fala dele para suas amigas, amigos, já dá fora no gato mais lindo que você já viu, pois é só o Mané que presta, só ele.

Algumas semanas depois, o que antes era freqüente, virou raridade. Não existem mais ligações no meio da tarde, mensagens despretensiosamente interessantes no meio da madrugada e papos de arrepiar pelo MSN, fazendo das noites de insônia, as suas melhores . Não há mais interesse. Será que essa relação tinha prazo de validade, para um ou dois meses? Mas acabou assim, sem explicação, nem tchau, muito menos satisfações.

Interessante seria atribuir este término a algum fato, mas ficariam linhas em branco por aqui. As pessoas deveriam ter o mesmo entusiasmo pra terminar uma relação, que elas tem pra começar. O comportamento delas poderia ser uma constante linha reta, onde pudéssemos saber onde pisar, como lidar e o que falar.

Sejamos chatas da pior espécie. Se quiser entrar na vida alheia, tem que ser pedindo licença, mostrando a cara. E pra sair? Só se for pela porta da frente. Porque essa estória de sumir, não tá com nada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Vilania Me Atrai

Fato. Desde criança eu nunca tive o dom pra vítima. Já cresci assumindo meus erros. Aliás, assumia aquilo que julgavam errado.
Depois de adulta, a coisa foi ficando ainda maior. Sempre assumo minhas responsabilidades, e novamente minhas culpas e erros.
Nunca fui de ficar em cima do muro, mesmo quando não tinha opinião formada, eu simplesmente dizia: Não sei, ainda não sei. Mas nunca me escondi atrás de ninguém mais forte que eu pra ficar com a culpa.

Repensando sobre a coitada da culpa, cheguei a uma terrível conclusão “quem és tu pra culpar alguém?” Quem é que pode ter razão nesse mundo? Razões não existem. Nada pode ser rotulado certo. Nada pode ser rotulado errado. Quem somos nós para julgar? Isso é muito pequeno, é muito pouco. A nossa vida pode não valer nada para alguém (ou para você que está lendo este texto) ou pode valer a própria vida de alguém, de seu namorado, de seu irmão (ou para você que está lendo este texto). O fato é que abrir a boca hoje em dia para falar que algo está certo, ou errado, é muito arriscado. Acho que nada é cem por cento certo, e nada é cem por cento errado, tanto é que tudo que é bom tem seu lado ruim. Como tudo que é ruim, tem seu lado bom.

Por essas e outras, depois de tantas coisas que já vivi, e ouvi, prefiro deixar que as pessoas pensem que eu estou sempre errada. Pronto! É mais fácil, sou vilã, sou má mesmo. Faço tudo isso porque sou ruim. Melhor que procurar culpados e inocentes, é falar o que as pessoas querem ouvir. Poupa tempo da gente, poupa o cérebro dos menos favorecidos (intelectualmente falando) e discurso dos mais esclarecidos. Mas uma coisa as más línguas nunca poderão dizer, tenho opinião própria, falo o que penso e o que tenho vontade, não faço média com ninguém e não me preocupa sair mal na fita. Foda-se a fita. Foda-se você e sua opinião de merda. Você não paga minhas contas, você não me conhece, você não vale nada, sabe por que? Por que você não mostra a cara. Eu mostro. Com meu jeito, desse jeito, destoante, desinteressada. Porém honesta. E vilã? Pode ser. Os vilões se vestem melhor.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Não Me Conte Seus Segredos


Durante a vida de um indivíduo, ele se torna um grande guardador de segredos. Segredos dele mesmo. Das pessoas que contaram, das pessoas que não contaram, mas que eles acabaram escutando por trás de uma porta, as vezes despretensiosamente, as vezes não. Um ser humano guarda tanta coisa com ele, que não caberia nem numa biblioteca municipal, quiçá num livro.

Tem gente que adora um segredo, uma fofoca. Acho isso feio. Pois mexe com tantas vidas. Com tantas noites mal dormidas de alguém. Tanta gente daria a vida pra voltar no tempo e deletar um segredo que foi revelado. Pra não ter sua vida exposta. Não entendo o divertimento de algumas pessoas em viver da vida alheia. Além de não ter o que fazer, essas pessoas só podem levar uma vida muito sem graça, pra se preocupar assim com a dos outros.

Eu não quero saber dos segredos de ninguém, não entendo porque as pessoas teimam em falar tantas coisas. De si e dos outros. Definitivamente, não me interessa saber se Tânia pega o ex-marido da irmã dela. Também não me interessa saber se Maria roubou no emprego antigo e por isso foi demitida. Não! Não me conte nada disso. Estou farta de historinhas.

Não vou te aconselhar, sou péssima em dar conselhos. Não vou dizer que você está certa. Não consigo mentir. Vou te escutar, porque sou uma pessoa educada. Mas no fundo vou suplicar, pra você não me contar mais nada.

Volto a dizer. Não me conte seus segredos. É muita responsabilidade. É sua vida em jogo. E quem nunca ouviu a história, seu melhor amigo, tem um melhor amigo, que tem...? Pois é, sua vida vai passando ali, por pessoas que não tem o mínimo de consideração por você, e que muitas vezes quer te ver pelas costas e vai aproveitar dessa situação pra conseguir.

Para os fofoqueiros, eu só desejo uma coisa, que eles paguem com a mesma moeda o mal que cometem ao semear fofocas. Daí pensariam duas vezes antes de cometer esse mal. Esse mal que se comete com a língua, com a cabeça doentia. Que não preenche a vida de ninguém, mas que derruba a de muita gente.

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Pessoas queridas,

Este blog não é um passatempo, mas também não é um diário virtual. Muita coisa que escrevo não é real. Salvo a exceção "sobre pessoas e privilégios". Espero que gostem.

Um beijão